O que é um fóssil?

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Os fósseis são considerados como sendo restos de seres vivos, ou vestígios da sua actividade, preservados no registo geológico. Como tal, restos de conchas de organismo, ossos, carapaças, ovos, pegadas, etc., muitas vezes vão originar os fósseis.

O momento, a partir do qual o resto do organismo ou o vestígio da sua actividade se torna fóssil, é algo que varia de escola para escola. Há escolas que consideram que m fóssil só o passa a ser considerado como tal, a partir de um tempo geológico preciso (muitas delas o Holocénico). Outras escolas aplicam o conceito de  fóssil aos restos de organismos e vestígios da sua actividade, a partir do momento em que este é enterrado, ou seja é incorporado num solo, numa areia de praia e noutros tipos de rochas não consolidadas (rochas constituídas por partículas não agregadas). na minha opinião, eu prefiro a segunda corrente, visto que se a definição considera que para se passar a considerar um organismo como fóssil ele tem que estar incorporado no registo geológico, as rochas não consolidadas fazem parte do registo geológico, e como tal os restos dos organismos inclusos nestas já deveram ser considerados como futuros fósseis. Então, enquanto estes não se encontram definitivamente preservados são considerados como sub-fósseis. O momento em que um sub-fóssil passa a fóssil, também não é consensual, e como tal não está ainda definido um momento para essa passagem.

Podemos dividir os fósseis consoante se são o que resta do organismo, ou se é o vestígio da actividade deste. Assim se for o resto do organismo recebe a designação de somatofóssil, se for o vestígio da sua actividade tem o nome de icnofóssil.

                           exemplo de um somatofóssil: camarão fossilizado

                                  exemplo de um icnofóssil: pegada de um iguanodontídeo

 

Olhando para um somatofóssil ou um icnofóssil, estamos a olhar para algo que viveu ou se formou vivem à milhões de aos atrás e que sofreu algum tipo de processo que o conservou e permitindo que este chegasse aos nosso dias. Através do somatório de diferentes espécies que existem numa determinada rocha, com comparações de relação de ambientes em que cada uma vivia, podemos afirmar que tipo de ambiente existia na altura em que aquela rocha se formou.

Através da interpretação dos diferentes ambientes de cada rocha - por exemplo, de uma arriba - não só por observação dos fósseis mas também pelo tipo de sedimentos que a compõem,  podemos saber a evolução do ambiente no local de onde as rochas provêm.

Esta página foi actualizada pela última vez em 16/04/07